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Partido Democrático Trabalhista (PDT) pode romper a aliança com a base
aliada do governo federal e lançar candidato à Presidência da República
em 2014. O presidente nacional do partido, Carlos Lupi, que foi afastado do comando do Ministério do Trabalho após
uma série de denúncias em dezembro de 2011, afirmou que a possibilidade
de ter um nome da legenda no pleito não está descartada. "A candidatura
própria para 2014 é algo que mobiliza muita gente dentro do partido. É
uma tese muito forte, esse processo está em aberto", disse Lupi à Folha
de S. Paulo. A decisão sairá da reunião da executiva em março, quando
também ficará definido quem ficará na liderança pedetista no país e se o
PDT permanecerá na base governista. O senador Cristovam Buarque (DF) é
um dos nomes cogitados para disputar o Palácio do Planalto pela sigla.
Ele teria se colocado internamente como uma opção, segundo a reportagem.
Lupi contou que, após passar mais de um ano das denúncias que
culminaram na sua saída do ministério, ainda é reconhecido nas ruas de
forma positiva. "Tomei porrada de todo lado, mas a imagem que ficou foi o
'eu te amo Dilma'", lembrou.