quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Turista é encontrada desacordada em matagal do bairro de São Cristóvão

A turista encontrada ontem desacordada ontem pela manhã, em matagal do bairro de São Cristovão, continua respirando com ajuda de aparelhos, de acordo com as informações passadas pela Secretaria de Saúde (Sesab). Até o final da tarde de ontem, a chegada a Salvador de familiares de Joevellyn Aghata, 18 anos, não tinha sido confirmada pelo Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), que apura o caso.
Uma denúncia de pessoas que faziam trilha na área levou os PMS da 49ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) a encontrar a vítima desfalecida. Num primeiro momento os militares acreditaram que a turista estivesse morta, mas, logo observaram que ela respirava com muita dificuldade, e foi levada para o Hospital Menandro de Farias. A jovem foi deixada em um terreno de difícil acesso. Estava de calcinha / blusa e apresentava sinais de espancamento. O local é considerado ponto de drogas e de desova.
Desde sábado a Polícia Civil investigava o desaparecimento de Joevellyn, que é de Campo Grande (MS). Ela teria chegado a Salvador para ficar alguns dias na casa de amigos que conheceu há três anos pela internet. Após uma briga com o casal deixou a residência, próxima ao Parque São Cristóvão. A última ligação para familiares aconteceu no dia 13. Ninguém sabe o que teria motivado a discussão entre eles.
A família da jovem já foi avisada sobre o crime pela PM, que usou também a internet (Facebook). A informação de que os pais chegariam à capital baiana na tarde de ontem, não foram confirmadas. Várias tentativas de contato com a delegada Andréa Ribeiro, que cuida do caso, não tiveram sucesso.
Na Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), a assessoria de imprensa, confirmou que a jovem estaria respirando com ajuda de aparelhos e seu estado era estável. Sobre a transferência da paciente para outra unidade de saúde, a Ascom/Sesab não tinha informações sobe o assunto, mas admitiu a mudança.
Márcio Alex Tambosini, irmão de consideração da garota, disse ao G1 do Mato Grosso do Sul que ela era tranquila e tinha personalidade caseira. “Não saía para balada e nem bebia, tinha medo de sair em Campo Grande”, conta. Segundo ele, foi a primeira viagem que Joevellyn fez.
Ela ficou hospedada na casa de uma amiga. “Elas se conheceram em uma rede social e mantêm contato até hoje. Até os amigos da minha irmã daqui sabiam dessa amizade com a menina na Bahia”, contou Tambosini. Todas as despesas foram pagas pela mãe da vítima, segundo informações colhidas pelo G1.
“Como ela queria muito ir, a mãe deixou. Pensávamos que ela estava curtindo a praia e quando soubemos que ela estava desaparecida, entramos em desespero”, diz o irmão.
Segundo Márcio, os familiares passaram informações preliminares do estado de saúde da jovem para os parentes de Campo Grande. “A última informação que a gente tem é que ela estava muito mal, em coma induzido e entubada”, disse. Joevellyn mora no Jardim Nhaná em Campo Grande com o padrasto, a mãe e uma irmã de consideração. A jovem cursa o 3º ano do Ensino Médio.