A turista encontrada ontem desacordada ontem pela manhã, em
matagal do bairro de São Cristovão, continua respirando com ajuda de
aparelhos, de acordo com as informações passadas pela Secretaria de
Saúde (Sesab). Até o final da tarde de ontem, a chegada a Salvador de
familiares de Joevellyn Aghata, 18 anos, não tinha sido confirmada pelo
Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), que apura o caso.
Uma denúncia de pessoas que faziam trilha na área levou os PMS da 49ª
Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) a encontrar a vítima
desfalecida. Num primeiro momento os militares acreditaram que a turista
estivesse morta, mas, logo observaram que ela respirava com muita
dificuldade, e foi levada para o Hospital Menandro de Farias. A jovem
foi deixada em um terreno de difícil acesso. Estava de calcinha / blusa e
apresentava sinais de espancamento. O local é considerado ponto de
drogas e de desova.
Desde sábado a Polícia Civil investigava o desaparecimento de
Joevellyn, que é de Campo Grande (MS). Ela teria chegado a Salvador para
ficar alguns dias na casa de amigos que conheceu há três anos pela
internet. Após uma briga com o casal deixou a residência, próxima ao
Parque São Cristóvão. A última ligação para familiares aconteceu no dia
13. Ninguém sabe o que teria motivado a discussão entre eles.
A família da jovem já foi avisada sobre o crime pela PM, que usou
também a internet (Facebook). A informação de que os pais chegariam à
capital baiana na tarde de ontem, não foram confirmadas. Várias
tentativas de contato com a delegada Andréa Ribeiro, que cuida do caso,
não tiveram sucesso.
Na Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), a assessoria de imprensa,
confirmou que a jovem estaria respirando com ajuda de aparelhos e seu
estado era estável. Sobre a transferência da paciente para outra unidade
de saúde, a Ascom/Sesab não tinha informações sobe o assunto, mas
admitiu a mudança.
Márcio Alex Tambosini, irmão de consideração da garota, disse ao G1
do Mato Grosso do Sul que ela era tranquila e tinha personalidade
caseira. “Não saía para balada e nem bebia, tinha medo de sair em Campo
Grande”, conta. Segundo ele, foi a primeira viagem que Joevellyn fez.
Ela ficou hospedada na casa de uma amiga. “Elas se conheceram em uma
rede social e mantêm contato até hoje. Até os amigos da minha irmã daqui
sabiam dessa amizade com a menina na Bahia”, contou Tambosini. Todas as
despesas foram pagas pela mãe da vítima, segundo informações colhidas
pelo G1.
“Como ela queria muito ir, a mãe deixou. Pensávamos que ela estava
curtindo a praia e quando soubemos que ela estava desaparecida, entramos
em desespero”, diz o irmão.
Segundo Márcio, os familiares passaram informações preliminares do
estado de saúde da jovem para os parentes de Campo Grande. “A última
informação que a gente tem é que ela estava muito mal, em coma induzido e
entubada”, disse. Joevellyn mora no Jardim Nhaná em Campo Grande com o
padrasto, a mãe e uma irmã de consideração. A jovem cursa o 3º ano do
Ensino Médio.
