Na Bahia, o rombo que acaba de ser encontrado pelo TCU na BR-101 é gigante.
Estão previstas obras de recuperação e manutenção para 481 quilômetros da estrada.
O orçamento para restauração nos três primeiros anos é de R$ 252,7 milhões e de mais R$ 21,6 milhões para conservação do trecho ao longo dos cinco anos do contrato, totalizando R$ 274,3 milhões. Para licitar o empreendimento, o Dnit desembolsou R$ 6,6 milhões em um projeto de engenharia.
Ao analisar esse projeto e as necessidades reais da estrada e da obra, o TCU constatou que, caso viesse a ser licitado, o empreendimento já sairia da gaveta com um preço inicial superfaturado em pelo menos R$ 23,7 milhões, o equivalente a 8,6% do valor total estimado.
Entre as falhas estão problemas básicos, como o preço previsto para o transporte de concreto entre a usina do material e a obra. Só nessa operação, a superestimativa do estudo é calculada em R$ 14 milhões. A precariedade dos estudos não está restrita aos projetos básicos de engenharia.
Apesar de o Dnit enxergar na exigência de projetos executivos – peças mais detalhadas de engenharia – a saída para eliminar os problemas, não é o que se vê na prática.
O Dnit informou ao órgão de controle que a empresa responsável pelo projeto da BR-101/BA está corrigindo as falhas e que, devido à lista de problemas, a licitação do trecho também foi suspensa.