A paralisação de policiais militares trouxe perdas para a economia da capital. “Vai acontecer aqui o mesmo que ocorreu no Ceará há alguns meses”, prevê o presidente do Conselho Baiano de Turismo e do Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares, Silvio Pessoa, que no entanto espera uma solução do governo estadual para a situação. O representante do trade turístico conta que muitos visitantes perderam seus voos na quinta-feira, quando manifestantes interromperam o trânsito na Paralela, causando transtornos e horas de pavor na cidade.
Para Silvio Pessoa, a série de ocorrências de anteontem afetou a imagem do estado no Brasil e no exterior. Segundo ele, o trade trabalha com a tese de que “cidade boa para o turismo é cidade boa para o cidadão”, o que não acontece durante a atual mobilização dos policiais militares, conforme completou ele.
“Nós do turismo - que somos o segundo empregador da Bahia, um a cada oito empregos gerados vem do turismo – ficamos muito preocupados com os rumos dessa greve. Reconheço a legitimidade de os PMs requererem melhores condições de trabalho e salários, mas fiquei estarrecido em ver os policiais de arma para cima”, desabafou Pessoa. “Estes arrastões são feitos por quem? Os bandidos criaram coragem? São atos terroristas”, arrematou.
