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Indignado
com a revelação feita por Lúcio Funaro de que o golpe contra a
presidente Dilma Rousseff foi comprado por Eduardo Cunha por 1 milhão de
reais, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) bateu duro no
ex-procurador-geral Rodrigo Janot, que, segundo ele, prevaricou.
"Se
Janot conhecia essa delação, por que antes de sair, deu parecer
contrário ao pedido de anulação do impeachment se calando e omitindo?",
questiona.
Pimenta
também destaca a revelação de que Michel Temer recebia propinas dos
esquemas do PMDB no FI-FGTS e afirma que sua situação ficou
insustentável.
Em
depoimento de delação premiada, o operador financeiro Lúcio Funaro
afirmou que, em 2016, repassou R$ 1 milhão ao então presidente da Câmara
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que o peemedebista pudesse "comprar" votos
a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
A declaração está em um dos vídeos dos depoimentos da delação premiada de Funaro, que se tornaram públicos nesta semana depois de aparecerem no site oficial da Câmara dos Deputados.
O
operador afirmou que o repasse foi feito a pedido de Cunha, para
supostamente garantir que a petista fosse afastada da Presidência
durante o processo de impeachment.
O pedido, segundo Funaro, foi feito via celular, por um aplicativo que não armazena as mensagens no aparelho.
"Ele
me pergunta se eu tinha disponibilidade de dinheiro, que ele pudesse
ter algum recurso disponível pra comprar algum voto ali favorável ao
impeachment da Dilma. E eu falei que ele podia contar com até R$ 1
milhão e que eu liquidaria isso pra ele em até duas semanas, no máximo",
relatou Funaro.
Ao
ser questionado por uma procuradora sobre se Cunha teria dito
expressamente que o dinheiro seria para comprar votos de deputados,
Lúcio Funaro respondeu: "Comprar votos. Exatamente".
