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O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco,
utilizou sua conta no Twitter neste domingo, 15, para criticar a delação
premiada do operador financeiro Lúcio Funaro e desqualificar o
ex-procurador da República Rodrigo Janot. Na rede social, Franco diz que
a delação é "uma encomenda remunerada", após o naufrágio da primeira
denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente
Michel Temer. "Como o objetivo da dupla Joesley e Janot era derrubar
Michel Temer, após a derrota na 1ª denúncia, só um fato novo justifica a
segunda flecha", afirmou Franco pelo Twitter, em referência à segunda
denúncia da PGR contra o presidente da República, ainda sobre o comando
de Janot. "Seria um delivery de matéria-prima: Janot pedia e Joesley
pagava", acrescentou o ministro, ao citar as denúncias realizadas em
delação premiada pelo dono do grupo J&F, Joesley Batista, preso
desde o mês passado. Neste sábado, o advogado do presidente Michel
Temer, Eduardo Pizarro Carnelós, atacou o vazamento "criminoso" dos
vídeos com depoimentos de Funaro ao Ministério Público. Ele classificou a
divulgação da fala do delator como "mais um abjeto golpe ao Estado
Democrático de Direito". Moreira Franco foi citado pelo doleiro, ao lado
do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, como receptor de dinheiro
para facilitar a liberação de recursos do FGTS. Ainda de acordo com
Funaro, apontado como o operador de propina do PMDB, diversas operações
envolvendo o FI-FGTS renderam vantagens indevidas a ele e a políticos
peemedebistas.
