Tropa de choque
Ricardo Boechat - ISTOÉ
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Caso
a segunda denúncia contra Michel Temer (mais Moreira Franco e Eliseu
Padilha) avance na Câmara, o Planalto vai exonerar os ministros com
mandato de deputado para votarem no plenário a favor do presidente,
claro. O expediente é igual ao utilizado na batalha pela aprovação da
Reforma Trabalhista e quando Temer foi acusado por Rodrigo Janot de
corrupção passiva.
O
primeiro escalão tem 14 “ministros-deputados”, mas 13 votam – Raul
Jungmann (PPS-PE) é suplente de Mendonça Filho (DEM-PE), portanto está
fora. A oposição precisa de 342 dos 513 votos para que a denúncia seja
enviada ao STF.
Enquanto
isso, acaba de ser concluída a auditoria que o Conselho Diretor do
Banco do Brasil determinou nas operações citadas na Lava Jato, no
período em que Aldemir Bendine presidiu a instituição. Depois de cinco
meses nada de irregular foi encontrado. Os resultados devem ser enviados
agora para a CVM, o MPF e ao Juízo da 13ª Vara Federal, em Curitiba.
Nenhum
depoente afirmou ter sofrido pressão para favorecer empresas
investigadas na operação, em especial a Odebrecht. Em delações
premiadas, executivos da construtora revelaram ter pago R$ 3 milhões ao
publicitário André Gustavo, apontado como operador de “Dida” (Bendine).
