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O deputado federal Marco Antônio Cabral (PMDB-RJ), filho do
ex-governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), é alvo de uma ação civil pública
por improbidade administrativa. O parlamentar é acusado de usar do seu
cargo para visitar o pai fora de horários e dias permitidos pela
Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). O processo se refere a
visitas realizadas em Bangu 10, de onde Cabral foi transferido em maio
para a cadeia pública José Frederico Marques. De acordo com o Valor, o
Ministério Público também relaciona os encontros a faltas do deputados
às sessões da Câmara. O MPF afirma que entre novembro e abril, Marco
Antônio visitou seu pai 39 vezes, das quais 23 foram "valendo-se de
prerrogativa parlamentar". "O deputado Marco Antônio Cabral abusou
gravemente de suas prerrogativas funcionais, violando as regras de
visitação de familiares a presos estabelecidas pela Seap", argumentou o
procurador Gustavo de Albuquerque. Na ação é exposto ainda que o
deputado fez uso das prerrogativas do seu cargo inclusive quando havia
se licenciado do mandato para assumir a Secretaria Estadual de Esporte e
Lazer, entre outubro de 2016 e janeiro de 2017. Nesse período, ele fez
11 visitas a Cabral. O deputado Marco Antônio Cabral disse em nota que
"a acusação é absurda e que nunca faltou sessão para visitar o pai".
