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Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, decidiu manter as
delações premiadas e investigações relacionadas em sigilo até a
aceitação da denúncia pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é
do jornal Folha de S. Paulo. A posição de Dodge é diferente de seu
antecessor, Rodrigo Janot, o qual ela substituiu a cerca de um mês.
Janot muitas vezes pedia o levantamento do sigilo ainda no início do
inquérito, mesmo caso de grandes acordos, como a do Odebrecht e da JBS. A
lei que regulamentou a delação, de 2013, estabelece que "o acordo de
colaboração premiada deixa de ser sigiloso assim que recebida a
denúncia", mas não dispõe sobre manutenção de sigilo durante a apuração.
A conduta da nova procuradora-geral pode já influir em casos de
potenciais delatores que vem buscando fechar colaboração com a PGR, como
o ex-ministro Antonio Palocci e o ex-deputado Eduardo Cunha, ambos
presos. Outro delator cogitado é o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que
está também detido desde julho. Ao todo, são 14 acordos em negociação
com a Procuradoria.
