Chico Ferreira: Em depoimento, Palocci diz estar disposto a revelar coisas do ‘interesse’ da Lava Jato

Pesquisar este blog


.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Em depoimento, Palocci diz estar disposto a revelar coisas do ‘interesse’ da Lava Jato



Em depoimento, Palocci diz estar disposto a revelar coisas do ‘interesse’ da Lava Jato


Em um recado misterioso ao juiz Sérgio Moro, o ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Antonio Palocci, disse durante seu interrogatório na Operação Lava Jato, nesta quinta-feira (20), que está disposto a apresentar “coisas que, certamente, serão do seu interesse e da Lava Jato” e poderão dar “mais um ano de trabalho” ao magistrado. A fala foi interpretada como uma mensagem de que ele estaria disposto a selar um acordo de delação premiada com a força-tarefa da operação. “Fico à sua disposição hoje e em outros momentos, o dia que o senhor quiser. A pessoa que o senhor determinar eu apresento todos os fatos com nomes, endereços, operações realizadas. Coisas que, certamente, serão do seu interesse e da Lava Jato. Acredito que posso dar um caminho que vai lhe dar mais um ano de trabalho, mas que vai fazer bem ao Brasil”, acenou. Ainda durante a oitiva, Palocci fez inúmeros elogios à operação e ao trabalho de Moro. “O senhor tem dado uma contribuição ao país na medida em que acelera processos, decide com celeridade e isso é digno de nota”, afirmou o ex-ministro, preso pela operação desde setembro do ano passado. O interrogatório de Palocci ocorreu no âmbito da ação penal sobre lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva na compra, pela Odebrecht, de contratos de afretamento de sondas com a Petrobras. Segundo o Ministério Público Federal, o ex-ministro interferiu a favor da empresa. A acusação foi negada por ele. “Não, não defendi interesses. Absolutamente não”, assegurou. Palocci também negou veementemente ter intermediado pagamentos ilícitos, por meio de caixa 2, para a campanha de 2010 da ex-presidente Dilma Rousseff. “Eu jamais faria isso. Eu fui ministro da Fazenda. Nego isso de forma peremptória. Se aplica a João Santana, Mônica Moura ou fornecedor de qualquer campanha. Eu mal operava recursos de campanha”, refutou.