Chico Ferreira: Agnaldo Meira participa de discussão sobre reivindicações coletivas dos trabalhadores rurais e assalariados da hortifruticultura

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sábado, 21 de janeiro de 2017

Agnaldo Meira participa de discussão sobre reivindicações coletivas dos trabalhadores rurais e assalariados da hortifruticultura





O vereador Agnaldo Meira (PC do B), participou, nesta quinta-feira (19), em Petrolina, da mesa de Negociação Coletiva dos Trabalhadores Rurais do Vale do São Francisco, que teve início no dia 10 de janeiro. A negociação realizada entre empresas da região buscou apresentar e discutir a pauta coletiva de reivindicações, construída em novembro de 2016, e aprovada em dezembro, durante assembleia.

A mesa de negociação contou com a participação dos sindicatos das cidades de Juazeiro, Abaré, Sento Sé, Sobradinho, Curaçá, Petrolina, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista, Belém do São Francisco e do sindicato da cidade de Inajá. Entre as principais propostas a serem negociadas estão a unificação do salário, abono de declaração médica, concessão de cestas básicas, entre outros direitos.

 De acordo com o diretor de Assalariados do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Juazeiro (STRJ), José Manuel dos Santos, nos últimos dias de discussão, os trabalhadores conseguiram alguns avanços, como a proibição do uso de botas de PVC no campo, com exceção dos trabalhadores que atuam na aplicação de agrotóxico ou qualquer outra atividade onde possam ter contato direto com água. Devido ao clima quente, as botas de PVC têm prejudicado a saúde dos trabalhadores e a melhor alternativa, segundo José Manuel, seria o uso de botas de couro.

Por outro lado, outros pontos de reinvindicações ainda não foram atendidos e estão na pauta para a discussão, como é o caso da unificação dos salários e os horários “in itinere”, que diz respeito ao trajeto do empregado quando se desloca de sua residência para o trabalho e vice-versa. “ A pauta do patronato apresenta muitos retrocessos, a exemplo dos os horários “in itinere” que é remunerado como jornada de trabalho. O que o patronato está propondo é a retirada dessa obrigação das empresas e isso está dificultando os avanços na mesa”, afirmou José Manuel. 

“ A classe patronal quer trazer para a convenção um artigo que pode prejudicar os trabalhadores   e o grande impasse hoje está sendo isso, a questão das horas “in itinere” contra o aumento dos salários”, explicou Antônio Inácio Ribeiro, secretário de Assalariados da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado da Bahia (FETAG-BA).

Segundo Agnaldo Meira, ao longo dos anos os trabalhadores conseguiram conquistas históricas como o acesso a transportes seguros e gratuitos, água potável e gelada no local de trabalho, proibição de trabalho após a ocorrência de chuvas, valorização do piso salarial da categoria. “Os trabalhadores não podem perder direitos conquistados e sim lutar pela manutenção e conquista de novos ganhos”, pontuou.
A mesa de Negociação Coletiva dos Trabalhadores Rurais do Vale do São Francisco também contou com a participação da FETAG-BA; da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado de Pernambuco (FETAPE); da Federação dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Assalariados Rurais do Estado de Pernambuco (FETAEPE); da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG); da Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (CONTAR); da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).