sábado, 12 de abril de 2014

Porto cubano financiado por Dilma é usado para contrabandear armas para a Coreia do Norte



Desde 2009, após um acordo entre os governos de Brasil e Cuba, o Grupo Odebrecht está construindo na ilha o Porto de Mariel, que já recebeu do nosso país, mediante empréstimo do BNDES, cerca de R$ 2 bilhões. Embora a primeira etapa da obra tenha sido concluída no dia 28 de janeiro de 2014, o local já recebe navios há mais tempo.


De acordo com relatório da ONU, o recém-inaugurado porto foi usado para o contrabando de mais de 200 toneladas de armas para a Coreia do Norte, violando assim sanções internacionais. Segundo o relato, em julho de 2013, o navio norte-coreano Chong Chon Gang foi inspecionado no Panamá, onde, escondidos em sacos de açúcar, foram encontradas armas e itens relacionados, incluindo mísseis e munições, com várias imagens que comprovam a descoberta.


Ainda segundo o relatório, o navio saiu da Coreia do Norte em abril de 2013, foi reabastecido na Rússia e seguiu para Havana pelo canal do Panamá. Não há registros de que ele tenha parado em nenhum outro país além de Cuba entre suas duas passagens pelo canal, na ida e na volta, o que evidencia onde as armas encontradas foram adquiridas.


Essas revelações são preocupantes, sobretudo porque o Brasil tem estreitado cada vez mais sua relação com Cuba, fazendo seguidos empréstimos também para setores agrícola, turístico e de produção de medicamentos. Mas principalmente porque, para driblar Lei da Transparência, o governo brasileiro classificou como “secretos” os detalhes do financiamento do porto de Mariel.