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Desde 2009,
após um acordo entre os governos de Brasil e Cuba, o Grupo Odebrecht
está construindo na ilha o Porto de Mariel, que já recebeu do nosso
país, mediante empréstimo do BNDES, cerca de R$ 2 bilhões. Embora a
primeira etapa da obra tenha sido concluída no dia 28 de janeiro de
2014, o local já recebe navios há mais tempo.
De acordo com
relatório da ONU, o recém-inaugurado porto foi usado para o contrabando
de mais de 200 toneladas de armas para a Coreia do Norte, violando assim
sanções internacionais. Segundo o relato, em julho de 2013, o navio
norte-coreano Chong Chon Gang foi inspecionado no Panamá, onde,
escondidos em sacos de açúcar, foram encontradas armas e itens
relacionados, incluindo mísseis e munições, com várias imagens que
comprovam a descoberta.
Ainda segundo o
relatório, o navio saiu da Coreia do Norte em abril de 2013, foi
reabastecido na Rússia e seguiu para Havana pelo canal do Panamá. Não há
registros de que ele tenha parado em nenhum outro país além de Cuba
entre suas duas passagens pelo canal, na ida e na volta, o que evidencia
onde as armas encontradas foram adquiridas.
Essas
revelações são preocupantes, sobretudo porque o Brasil tem estreitado
cada vez mais sua relação com Cuba, fazendo seguidos empréstimos também
para setores agrícola, turístico e de produção de medicamentos. Mas
principalmente porque, para driblar Lei da Transparência, o governo
brasileiro classificou como “secretos” os detalhes do financiamento do
porto de Mariel.
