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O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), assinou hoje (4), na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o termo de posse que marca o início de seu mandato. O peemedebista, que era vice-governador, estará à frente da administração estadual durante cerca de nove meses, até 31 de dezembro de 2014.
Pezão assume
depois da renúncia de Sérgio Cabral (PMDB), que deixou o cargo ontem (3)
para concorrer a uma vaga no Senado nas próximas eleições.
Pezão
discursou por cerca de 25 minutos, exaltando as ações do governo
Cabral, que ocupou o Palácio Guanabara desde 2007. O governador
recém-empossado também lembrou sua trajetória política na cidade de
Piraí, onde nasceu, e de onde vieram aliados para a cerimônia, com
faixas de apoio.
Sobre
sua administração, Pezão declarou que "vai dar continuidade ao trabalho
do governo Cabral" e investir em novas parcerias. Entre ações futuras,
anunciou a intenção de obter empréstimo para a Companhia Estadual de
Águas e Esgostos na Caixa Econômica Federal com o objetivo de construir a
Estação de Tratamento de Água Guandu 2, para o abastecimento da Baixada
Fluminense. Outro plano é a assinatura de uma parceria com o governo
federal para construir o Hospital de Oncologia de Nova Friburgo.
Ao sair
da Assembleia Legislativa em direção ao Palácio Guanabara, Pezão afirmou
que sua primeira ação será visitar hoje a Santa Casa de Misericórdia,
no centro da cidade, que foi interditada pela Vigilância Sanitária no
ano passado. "Conto com o apoio da Prefeitura e do Governo federal para
reabrir a Santa Casa. Sei que não é fácil, porque ela estava na mira da
vigilância sanitária e perdeu a filantropia, mas quero somar forças para
reabilitá-la até o fim do mês. Não é admissível que, em um estado como o
Rio de Janeiro, haja 600 leitos ociosos no centro da cidade", afirmou.
Pezão
também se posicionou sobre o recente impasse envolve as águas do Rio
Paraíba do Sul. O governo do estado de São Paulo demonstrou interesse em
captar águas do rio, devido à queda do nível dos reservatórios do
Sistema Cantareira. "Não vejo qualquer destinação àquelas águas a não
ser o bom uso que já é feito pelos estados de Minas Gerais e do Rio de
Janeiro", disse Pezão, que afirmou que não medirá esforços para evitar
que esse uso seja prejudicado.
