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O
secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, e o procurador-geral
de Justiça de Pernambuco, Aguinaldo Fenelon, se reuniram na manhã de
quinta-feira (3) em Brasília com assessores do procurador-geral da
República, Rodrigo Janot Monteiro de Barros, para discutir os rumos da
investigação do assassinato do promotor Thiago Faria Soares, que
completa seis meses na próxima semana. A decisão sobre a federalização
do caso sairá em, no máximo, 10 dias. Faz
50 dias nesta sexta (4) que o inquérito saiu das mãos da Polícia Civil,
que aguarda apreciação para saber se a Polícia Federal assumirá ou não a
investigação.
Os
delegados Josineide Confessor e Alfredo Jorge, responsáveis pelo caso,
haviam solicitado a prorrogação do prazo de conclusão do inquérito, mas o
Ministério Público de Pernambuco decidiu fazer o pedido de deslocamento
de competência devido à demora, criando um mal-estar entre as duas
instituições. O
Ministério da Justiça vai definir se federaliza a investigação, se
mantém o caso com a Polícia Civil ou se decide por uma apuração
integrada.
O
promotor foi assassinado em 14 de outubro do ano passado na PE-300,
quando saiu de Águas Belas com destino a Itaíba. A advogada Mysheva
Martins, noiva de Thiago, estava no carro, mas sofreu apenas
escoriações, assim como um tio dela. O fazendeiro José Maria Pedro
Rosendo Barbosa é apontado pela Polícia Civil como mandante do crime e
está foragido. O agricultor Edmacy Cruz Ubirajara, cunhado de Zé Maria,
chegou a ser preso sob suspeita de ser o executor do crime, mas
conseguiu ser solto pela Justiça.
