sábado, 5 de abril de 2014

Itaíba: morte do promotor pode ir para esfera federal




 O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, e o procurador-geral de Justiça de Pernambuco, Aguinaldo Fenelon, se reuniram na manhã de quinta-feira (3) em Brasília com assessores do procurador-geral da República, Rodrigo Janot Monteiro de Barros, para discutir os rumos da investigação do assassinato do promotor Thiago Faria Soares, que completa seis meses na próxima semana. A decisão sobre a federalização do caso sairá em, no máximo, 10 dias. Faz 50 dias nesta sexta (4) que o inquérito saiu das mãos da Polícia Civil, que aguarda apreciação para saber se a Polícia Federal assumirá ou não a investigação.
Os delegados Josineide Confessor e Alfredo Jorge, responsáveis pelo caso, haviam solicitado a prorrogação do prazo de conclusão do inquérito, mas o Ministério Público de Pernambuco decidiu fazer o pedido de deslocamento de competência devido à demora, criando um mal-estar entre as duas instituições. O Ministério da Justiça vai definir se federaliza a investigação, se mantém o caso com a Polícia Civil ou se decide por uma apuração integrada.
O promotor foi assassinado em 14 de outubro do ano passado na PE-300, quando saiu de Águas Belas com destino a Itaíba. A advogada Mysheva Martins, noiva de Thiago, estava no carro, mas sofreu apenas escoriações, assim como um tio dela. O fazendeiro José Maria Pedro Rosendo Barbosa é apontado pela Polícia Civil como mandante do crime e está foragido. O agricultor Edmacy Cruz Ubirajara, cunhado de Zé Maria, chegou a ser preso sob suspeita de ser o executor do crime, mas conseguiu ser solto pela Justiça.