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Na
passagem, ontem, por Pernambuco, a presidente Dilma passou o tempo
inteiro, pelo menos em Suape, defendendo a Petrobras, estatal envolvida
num mega escândalo e que já virou o calcanhar de Aquiles do seu governo.
Objeto
de instalação de uma CPI no Congresso que não se sabe ainda a sua
extensão, a Petrobras, certamente, de uma forma ou de outra, também será
a pauta da campanha e do guia eleitoral no rádio e na televisão.
De
forma enfática, em seu discurso pronunciado em Suape, Dilma disse que a
estatal petrolífera é um símbolo do País e que não pode ser destruída
por eventuais ações de natureza política.
Afirmou
que, ao contrário do discurso pregado pela oposição, a Petrobras vale,
hoje, muito mais do que na era Fernando Henrique. “Lá atrás, ela (a
Petrobras) valia R$ 15 bilhões, hoje vale R$ 98 bilhões”, disse Dilma,
adiantando que a estatal é a empresa mais bem-sucedida do País.
Com
o seu discurso, Dilma quis avocar para si o soerguimento da Petrobras,
estratégia de que a melhor defesa é o ataque. Mas não está em jogo neste
processo quem melhorou ou avacalhou a Petrobras.
O
debate é de responsabilidades e a presidente tem que explicar o
prejuízo enorme que ela como ministra da Casa Civil e, portanto,
presidente do Conselho da estatal, ao autorizar a compra de uma
refinaria nos Estados por S$ 30 milhões a mais do que valia.
Este
é o X e por isso mesmo está sendo responsabilizada pelo Ministério
Público. Não adianta, portanto, ficar fazendo proselitismo para tentar
inverter um jogo no qual está perdendo de goleada.
