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Como
uma espécie de “highlander” da política, a prefeita de Mossoró (RN),
Cláudia Regina (DEM), teve o mandato cassado dez vezes pela Justiça
Eleitoral somente neste ano, mas vem se mantendo no cargo.
A última decisão contra a prefeita
apontou prática de caixa dois na campanha de 2012. A exemplo do que
ocorre nos demais processos, ela recorre da decisão – sem deixar o
posto.
As outras cassações se deram por abuso de poder econômico e político.
As acusações incluem o uso de servidores
da prefeitura na campanha e o suposto benefício obtido com as 85
visitas a Mossoró da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) durante o
período eleitoral, feitas em avião do governo.
Cláudia Regina e seu vice, Wellington de
Carvalho (PMDB), chegaram a ser afastados dos cargos por três vezes,
mas conseguiram recuperar os respectivos mandatos por meio de liminares
(decisões provisórias).
Hoje, respondem a sete ações no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN).
O Ministério Público já deu parecer sobre todas as ações que estão no TRE-RN. “Em apenas um dos casos a Procuradoria foi contra a cassação”, disse o procurador regional eleitoral, Paulo Duarte.
A maior parte das acusações contra a
prefeita partiu da coligação que enfrentou Cláudia Regina em 2012, que
reúne siglas como PSB e PT.
Mossoró é a segunda maior cidade do Rio
Grande do Norte. Localizada a 277 km de Natal, é também base de vários
líderes políticos do Estado – como a própria governadora, Rosalba, que
administrou a cidade por três mandatos.
Outro lado
Segundo o advogado de Cláudia Regina,
Sanderson Mafra, várias ações contra ela partem de acusações
semelhantes, por isso tantas condenações. Mafra diz que a prefeita é
inocente de todas elas.
Sobre o uso do avião pela governadora,
disse que Rosalba Ciarlini cumpriu agenda oficial. Com relação à
participação de servidores na campanha da prefeita, afirmou que todos
estavam de folga quando participaram de atividades eleitorais. (De
Agência/foto reprodução)
