O ex-deputado e ex-presidente do PP, Pedro Corrêa (PE), foi condenado
nesta segunda-feira (26) a 9 anos e 5 meses por três crimes cometidos no
mensalão, além de R$ 1,132 milhão em multas. Segundo define o Código
Penal, inicialmente as penas devem ser cumpridas em regime fechado.
Corrêa foi condenado por formação de quadrilha, com pena de 2 anos e 3
meses. Pelo crime de corrupção passiva, pelo fato de ter recebido
dinheiro do mensalão em troca de apoio parlamentar no início do governo
Lula, ele foi punido com 2 anos e 6 meses, além de multa de R$ 456 mil.
Por lavagem de dinheiro, recebeu 4 anos e 8 meses, mais multa de R$ 676
mil. Segundo a Procuradoria, como presidente do PP, ele participou das
negociações que levaram ao repasse de pelo menos R$ 3 milhões do chamado
"valerioduto" e ao uso da corretora Bônus Banval para distribuir o
dinheiro. O ministro Celso de Mello sugeriu que os demais integrantes da
Corte discutissem uma possível "confissão espontânea ainda que
parcial", o que poderia diminuir a pena. Corrêa admitiu ter recebido
apenas R$ 700 mil para ajudar o ex-deputado Ronivon Santiago (AC) a
pagar advogados. Contudo, o relator e presidente do Supremo Tribunal
Federal (STF), Joaquim Barbosa, rejeitou a ideia.
