Depois da controversa demissão de 14 médicos anestesistas, agora os cerca de 30 técnicos em enfermagem também demitidos do Hospital de Urgência e Traumas (HUT) em Petrolina no fim do mês passado não escondem a insatisfação com o Governo Júlio Lóssio.
O motivo é o não cumprimento dos direitos trabalhistas da categoria. “Saímos do hospital por força apenas de um informe, no último 30 de abril, sem aviso prévio, e até agora não recebemos nem o salário do mês trabalhado. Sem falar da rescisão, o que é um absurdo, é nosso direito sendo desrespeitado”, desabafa a técnica Gilma Alencar.
Revoltados, os técnicos em enfermagem levaram o caso para justiça. “Procuramos ontem (16) o Ministério Público para intervir no caso, além de um advogado para dar entrada na Justiça do Trabalho e na também na esfera comum. Estamos em uma situação humilhante, só queremos nossos direitos assegurados,” declarou.
Gilma denuncia ainda que, com a demissão de tantos profissionais, houve uma sobrecarga de trabalho para quem ficou na função. “Com tantas demissões ficaram apenas 4 técnicos por setor, o que significa que um profissional chega a atender mais de 10 pacientes de uma só vez, um número absurdo e proibido pelo nosso Conselho, porque compromete a qualidade do trabalho. Afinal são vidas. Mas o prefeito, que é médico, não vê isso”, concluiu.
