O governador baiano, Jaques Wagner(PT), já deixou claro que não se lembra dos seus tempos de sindicalista e grevista. Sequer se lembra de onde nasceu politicamente.
Esse perfil ficou claro durante a greve dos policiais na Bahia, em que ele mandou prender vários grevistas e se negou a negociar e ainda chamou a Força Nacional para combater A Polícia Militar no estado.
Agora, mais uma vez, as vítimas são os professores.
Em greve pelo cumprimento do piso nacional, pelo plano de carreira e melhores condições de trabalho, os docentes do estado da Bahia viram seus salários cortados pela metade no último dia 30.
Ainda ocorreu que os diretores que recusaram-se a mandar as faltas dos professores foram ameaçados de exoneração do cargo, segundo informações de alguns gestores ao Folha.
Diferentemente do que aconteceu em Brasilia(DF), onde os professores estavam em greve há 52 dias.
Em reunião entre a diretoria do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) e o governo local, com mediação da Seccional do DF da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), da Universidade de Brasília (UnB) e de parlamentares do DF, na segunda-feira (30/4), foi oferecido aos professores, além das propostas anteriores, um aumento do abono saúde de R$ 110 para R$ 200, a ser concedido a partir de junho.nos próximos 30 dias, vão avaliar se o governo irá cumprir as propostas feitas à categoria.
Lá, a greve também foi considerada ilegal pela Justiça, mas o sindicato não fraquejou.
E, mesmo depois da negociação, deixaram claro: o governo deve ficar alerta, pois os professores só regularizarão o processo, se os acordos forem cumpridos.
Na Bahia, Jaques Wagner nem cumpriu os acordos do último movimento, nem aceita negociação no atual.
É o jeito do governo baiano de lidar com a greve.