
O governador da Bahia, Jaques Wagner(PT), viajou a Roma, para se encontrar com o Papa bento XVI, atendendo ao convite do Congresso Judaico Latino-Americano, entidade que reúne comunidades judaicas da América Latina.
Wagner não quis, em momento algum, encontrar-se com os representantes dos professores grevistas, para tentar uma negociação sobre a greve. Isso tem gerado críticas inclusive de aliados, que veem, na viagem, de Wagner, descaso com a crise na Educação.
A greve dos professores estaduais na Bahia já dura 31 dias, e o governador não aceitou negociar, sequer receber os grevistas para uma conversa.
No último dia 30, Jaques Wagner determinou o corte salarial dos grevistas, tomando como base a decisão do desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Gesivaldo Britto, que classifica a greve como ilegal e determina o retorno imediato dos professores.
O corte dos salários, no entanto, foi considerado pelo sindicato um “ato de crueldade e fora da lei”, o que fortaleceu a revolta dos professores em todo o estado.
A viagem do governador a Roma, para representar a tolerância entre judeus e cristãos foi visto com ironia pelos adversários de Wagner, pelo fato de considerarem um paradoxo comportamental do governador .
No Twitter, o adversário Geddel Vieira ironizou: “Estreitar as relações judaico católicas é a missão do governador JW em Roma…Que coisa, hein! Seca, professores…isso fica para depois”.
Antes de partir para Roma, o governador foi à cidade de Ubaitaba, no Sul da Bahia, e foi recebido com vaias por professores locais.
E , para ritmar o seu dia, Wagner teve de ouvir dos professores os versos do samba: “Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”.