quarta-feira, 20 de abril de 2016

Após quase 18 mil queixas, MP analisa fala de Bolsonaro


A Procuradoria-Geral da República informou nesta quarta-feira (20) que, após ter recebido 17.853 reclamações contra o teor da manifestação do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) durante a votação do impeachment, no último domingo (17), decidiu instaurar um procedimento interno para investigar o caso.
A análise da conduta de Bolsonaro ficará sob responsabilidade do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pois, como deputado federal, Bolsonaro tem direito a foro privilegiado e só pode ser investigado ou processado pelo procurador-geral no âmbito do STF (Supremo Tribunal Federal).
A Procuradoria não informou qual o tipo de procedimento que será instaurado no órgão, como um inquérito, por exemplo, e nem qual a possível irregularidade ou crime que poderia ter sido cometida por Bolsonaro.
Na votação do impeachment do último domingo, o deputado do PSC, ao anunciar seu voto a favor do impeachment, disse que o fazia "em memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra".
O militar homenageado comandou o DOI-Codi (Destacamento de Operações Internas) de São Paulo no período de 1970 a 1974. Em 2008, tornou-se o primeiro militar a ser reconhecido, pela Justiça, como torturador durante a ditadura. Ustra morreu em outubro de 2015, durante tratamento contra um câncer.