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Justiça da Suíça bloqueou cerca de US$ 6,8 milhões depositados em nove
contas secretas de Genebra e Zurique por suspeitar que a quantia esteja
ligada ao mensalão do DEM. De acordo com o Estadão, as contas foram
congeladas em março de 2013, e depois disso, houve duas tentativas de
reverter à decisão. A Procuradoria-Geral da República (PGR) teria
informado as autoridades suíças sobre os indícios de lavagem de dinheiro
e da remessa de quantias que teriam sido desviadas do Distrito Federal
para as duas cidades. O Ministério Público da Suíça abriu uma “instrução
penal” para apurar “diversas contas”. A PGR denunciou 37 pessoas ao
Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelo mensalão do DEM três meses antes
de pedir ajuda a Suíça. Entre os acusados estão o ex-governador do
Distrito Federal José Roberto Arruda e o ex-vice-governador Paulo
Octávio. Quando o caso veio à tona, no fim de 2009, Arruda chegou a
aparecer em um vídeo recebendo maços de dinheiro. O delator do esquema
foi Durval Rodrigues Barbosa, que era secretário do governo Arruda no
Distrito Federal e será beneficiado por delação premiada. Os denunciados
negam relação com as contas na Suíça. Os nomes dos envolvidos no
documento da Justiça suíça são identificados apenas por letras para
manter os suspeitos em sigilo, até o final do processo.