BRASÍLIA - Citado pelo grupo de Carlinhos Cachoeira como o "01 de Brasília" ou "Magrão", o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), depõe nesta terça-feira, 13, à CPI pressionado a explicar as relações de seus principais assessores com a organização comandada pelo contraventor. O ex-chefe de gabinete do petista, Cláudio Monteiro, pediu demissão após a revelação de que teria recebido propina para favorecer interesses do grupo. Ex-subsecretário de Esportes do DF, ligado ao governador, João Carlos Feitosa, o Zunga, também é suspeito de receber dinheiro da quadrilha. Nos áudios, ele é citado como porta-voz de recados do governador, um deles para conversar com o contraventor. Conforme o inquérito da Operação Monte Carlo, a organização de Cachoeira negociava com assessores de Agnelo nomeações no governo, principalmente no Serviço de Limpeza Urbana (SLU), órgão responsável pela fiscalização de contratos da Delta Construções, que detinha 70% do mercado de limpeza no DF. Conforme os grampos, a relação de nomes foi levada ao secretário de Governo, Paulo Tadeu. Ele e o titular da Saúde, Rafael Barbosa, teriam se reunido com Cláudio Abreu, ex-diretor da empreiteira no Centro-Oeste, para discutir interesses da empresa.
